Homo Urbanus Insapiens

02/12/2008

Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005 no 3º lugar do ranking 2008 da Wine Spectator

Arquivado em: Culinária — filipe @ 15:53

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Vinho da Quinta do Crasto considerado terceiro melhor do mundo

O vinho Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005 foi considerado este ano o terceiro melhor do mundo pela revista norte-americana Wine Spectator, que pela primeira vez classificou um vinho português entre os dez melhores do seu “ranking” anual.

A Wine Spectator analisou mais de 19500 vinhos na elaboração do Top 100 de 2008, tendo eleito o vinho chileno Clos Apalta Colchagua Valley 2005, Casa Lapostolle, como o melhor.

Seguiu-se o francês Château Rauzan-Ségla, Margaux 2005 e o vinho português Quinta do Castro, Douro Reserva Vinhas Velhas 2005.

Entre os 100 melhores do mundo destacaram-se também o Sogrape Dão Callabriga 2005 (no 57º lugar), o Churchill Douro Churchill Estates 2006 (no 90º lugar) e o Niepoort Douro Vertente 2005 (na 98ª posição).

A Região Demarcada do Douro surge, assim, como a mais representada de Portugal na lista, com três dos vinhos escolhidos, seguida pela região do Dão, com um vinho.

http://tsf.sapo.pt

O vinho Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005 foi considerado este ano o terceiro melhor do mundo pela revista norte-americana Wine Spectator, que pela primeira vez classificou um vinho português nos 10 melhores do seu ‘ranking’ anual.

Considerada internacionalmente ‘a Bíblia’ dos vinhos, a Wine Spectator analisou mais de 19.500 vinhos na elaboração do Top 100 de 2008, tendo eleito o vinho chileno Clos Apalta Colchagua Valley 2005, Casa Lapostolle, como o melhor do mundo.

Seguiu-se o francês Château Rauzan-Ségla, Margaux 2005 e o vinho português Quinta do Castro, Douro Reserva Vinhas Velhas 2005.

“Nunca anteriormente um vinho português tinha entrado na lista dos 10 melhores”, salientou fonte da Quinta do Crasto em declarações à agência Lusa, acrescentando que as primeiras posições do ‘ranking’ são, normalmente, ocupadas por vinhos franceses, italianos, argentinos, chilenos ou espanhóis.

Para além da posição destacada da Quinta do Crasto, surgem ainda entre os 100 melhores do mundo o Sogrape Dão Callabriga 2005 (no 57º lugar), o Churchill Douro Churchill Estates 2006 (no 90º lugar) e o Niepoort Douro Vertente 2005 (na 98ª posição).

A Região Demarcada do Douro surge, assim, como a mais representada de Portugal nesta lista, com três dos vinhos escolhidos, seguida pela região do Dão, com um vinho.

http://ww1.rtp.pt

Este vinho, feito de vinhas com mais de 60 anos, é feito com cerca de 30 castas misturadas e estagiou em barricas de carvalho americano e francês durante 20 meses até ao engarrafamento em Abril de 2007.

Depois da colheita de 2004 ter sido distinguida pela conceituada revista norte-americana Wine & Spirits na lista dos 100 melhores vinhos do ano, chega agora a vez do lote de 2005 obter 95 pontos na última edição da Wine Spectator (o único vinho português a obter classificação superior – 96 pontos – foi o Vinha Maria Teresa 2005, também da Quinta do Crasto!), a par com o Charme 2005.

Foi também um dos cinco Douro recomendados por Mark Squires (crítico norte-americano que escreve sobre vinhos portugueses para a mais influente publicação do Mundo, a Wine Advocate, do célebre Robert Parker) quando viisitou Portugal no passado mês de Novembro.

Disponível em garrafas de 1,5 Lt, 0,75 Lt e 0,375 Lt

Será que existe um elixir da juventude? (Cientista russo pensa que o envelhecimento pode ser combatido tomando água pesada)

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28.11.2008 – 19h11 Inês Subtil

Pôr uma colher do líquido “mágico” na boca e engolir. Este é um ritual diário para o cientista russo Mikhail Shchepinov que, todos os dias, sorve aquela que considera poder a ser a solução para prolongar a vida humana, uma colher de água pesada – D2O, em que o “D” da fórmula química representa o deutério, um isótopo do hidrogénio de massa atómica 2, em vez de 1. O sabor é ligeiramente adocicado e se um cubo deste líquido fosse colocado num copo, afundar-se-ia em água normal.

Já lá vão 18 meses desde que o bioquímico russo anunciou pela primeira vez que tinha descoberto o elixir da juventude, uma maneira de beber (ou comer) para conseguir ter uma vida mais longa. Segundo noticia a revista “New Scientist”, Shchepinov começou a interessar-se por esta área há dois anos através da leitura de artigos científicos sobre as causas do envelhecimento.

A teoria mais bem aceite pela comunidade científica é a dos radicais livres, que defende que o corpo humano vai envelhecendo devido a danos irreversíveis provocados às biomoléculas. Os responsáveis por esta destruição são os radicais de oxigénio livres, compostos químicos agressivos que são um produto inevitável resultante do metabolismo das células.

Os “estragos” vão sendo acumulados ao longo da vida até que chega o ponto em que os processos bioquímicos básicos do corpo deixam de funcionar. Estes processos estão associados a doenças ligadas à velhice, incluindo Parkinson, Alzheimer, cancro, falhas renais crónicas e diabetes.

O corpo humano produz antioxidantes que eliminam os radicais livres antes que estes possam causar danos. À medida que a idade avança, estes sistemas defensivos acabam também por ser destruídos e o corpo entra num declínio inevitável.

“Comer” juventude

Até agora a maioria dos medicamentos para lutar contra o envelhecimento eram compostos por antioxidantes, como a vitamina C ou beta-caroteno, que serviam para ajudar estes sistemas de defesa, apesar de não haver evidências que o resultado fosse positivo.

O bioquímico russo decidiu seguir um caminho diferente. Aproveitando a investigação que já fazia na área dos efeitos dos isótopos, decidiu conjugá-los com os conhecimentos que ia adquirindo sobre as causas do envelhecimento.

O conceito por detrás desta área é o de que a presença de isótopos pesados numa molécula pode diminuir as reacções químicas com outros compostos. Isto acontece porque são formadas ligações mais fortes na molécula. No caso do isótopo de hidrogénio escolhido por Shchepinov, o deutério, as ligações estabelecidas são 80 vezes mais fortes do que aquelas que são estabelecidas com hidrogénio normal.

A ideia é usar este efeito para tornar as biomoléculas mais resistentes aos ataques dos radicais livres. Para isso, o bioquímico defende que apenas seria necessário colocar deutério ou carbono-13 (outro isótopo pesado) nas ligações mais vulneráveis.

O deutério e o carbono-13 parecem ser não tóxicos, portanto a sua ingestão deixa de ser um problema.

Há 18 meses, quando Shchepinov apresentou esta ideia fez questão de frisar as inúmeras experiências científicas que já provaram que as proteínas, os ácidos gordos e o ADN podem ser ajudados a resistir a danos provocados pelos ataques dos radicais livres recorrendo ao efeito dos isótopos

Carne, ovos e leite enriquecidos

No entanto, algumas experiências indicam que a água pesada não é completamente segura. Por isso, a ideia de Shchepinov é a de incorporar isótopos pesados na chamada “iFood”. Este método consistiria em adicionar à nossa dieta aminoácidos (constituintes das proteínas) essenciais – dos 20 aminoácidos utilizados pelos humanos, dez não podem ser produzidos e têm que ser ingeridos na forma de alimentos -, cujas ligações já tivessem sido previamente “fortalecidas”.

Segundo o bioquímico russo esta estratégia é completamente segura, porque os átomos de deutério ligados ao carbono nos aminoácidos não são “trocáveis” e portanto não se ligariam à água do corpo. Uma das propostas seria a produção de carne, ovos ou leite enriquecido com deutério ou carbono-13, que seriam dados aos animais como alimento. Por enquanto, a “iFood” continua a ser apenas uma ideia. Até porque, como explica Shchepinov, citado pela “New Scientist”, “os isótopos são caros”.

Mas uma empresa, a Retrotope, não quis dar-se por vencida e lançou um programa de investigação para testar a teoria do bioquímico russo.

Uma equipa do Instituto de Biologia do Envelhecimento em Moscovo, Rússia, realizou experiências com moscas da fruta em que os animais foram alimentados com diferentes quantidades de água pesada. Apesar das grandes porções terem provocado a morte da maioria das moscas, aquelas que receberam pequenas quantidades de água viram a sua expectativa de vida aumentar 30 por cento.

Um pequena parte do puzzle do envelhecimento

É, contudo, ainda muito cedo para saber se no caso dos humanos o efeito seria o mesmo. Shchepinov diz que “estes são testes preliminares e tem que ser reproduzido debaixo de grande leque de condições”: “É possível que o que estamos a observar nas moscas seja o efeito da restrição calórica (a única estratégia até hoje provada que aumenta a expectativa de vida em animais de laboratório), temos que fazer mais experiências”.

Nem toda a gente parece receber esta nova teoria entusiasmado. Alguns cientistas alertam que os danos causados pelos radicais livres sozinhos não podem explicar todas as mudanças biológicas que ocorrem durante o envelhecimento humano. Tom Kirkwood, investigador da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, citado pela “New Scientist”, considera que “a ideia de Shchepinov é interessante, mas já descobrimos que só faz sentido pensar no envelhecimento como resultado de múltiplas causas. O mecanismo por ele sugerido é provavelmente apenas uma pequena parte do puzzle”.

Já Judith Campisi, do Instituto de Investigação do Envelhecimento em Novato, na Califórnia, é mais optimista: “Tenho ouvido algumas ideias bastante malucas sobre como podemos viver mais tempo, mas esta (de Schepinov) intrigou-me realmente”.

O bioquímico russo quer estender esta teoria a várias áreas além do estudo do combate ao envelhecimento. Um das aplicações possíveis pode ser a exploração espacial, na protecção dos astronautas contra o efeito dos raios cósmicos e outras radiações iónicas, cujos efeitos são similares ao do avanço da idade.

Os bebés é que sabem

A natureza parece já se ter adiantado ao homem no recurso a isótopos químicos na protecção contra os ataques dos radicais livres. Os bebés e os ratos nascem com uma quantidade muito maior de carbono-13 nos seus corpos do que as mães, ao mesmo tempo que as mulheres quando estão grávidas passam a ter muito menos deste composto. Isto indica que parece haver uma transferência do isótopo para os fetos. Segundo Shchepinov, o que acontece é que o feto em crescimento incorpora de forma selectiva o carbono-13 nas suas proteínas, ADN e outras biomoléculas, para que assim estas se tornem mais resistentes aos ataques dos radicais livres. O bioquímico russo reitera que muitas destas proteínas e moléculas de ADN têm que durar durante toda a vida: “Cada um dos átomos do cérebro de um homem de 100 anos é exactamente o mesmo que ele tinha aos 15 anos”.

http://ultimahora.publico.clix.pt

Café mais raro e caro do Mundo – Kopi Luwak – custa US$ 600.00 por meio kilo

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Considerado o café mais caro do mundo (US$ 600.00 por meio kilo), o Kopi Luwak (ou Civet Coffee) é com certeza também o mais exótico. Vendido entre $120 e U$600 USD por meio quilo, é vendido principalmente no Japão e nos Estados Unidos. A produção limitada dos grãos (menos de 230 quilos por ano) é o motivo de sua raridade, preço alto (cerca de mil dólares o quilo) e sabor inigualável, garantem os apreciadores. “Uma mistura de chocolate e suco de uva. Menos ácido e amargo do que os cafés comuns”, descrevem alguns especialistas.

Você tomaria uma bebida feita com fezes de animal? Antes de responder, saiba que é esse o ingrediente especial do café Kopi Luwak, originário da Indonésia, existindo, também nas ilhas de Sumatra, Java e Sulawesi no arquipélago da Indonésia, e nas Filipinas (onde o produto é chamdado de Kape Alamid). No Vietnam existe um tipo similar de café, chamado weasel coffee, que possui grãos que foram defecados pelos animais locais – doninhas. Actualmente, o “weasel” é somente uma versão local do Civet Asiático. Essa, digamos, excentricidade do café sempre foi considerada uma lenda urbana, até que um estudo realizado pelo pesquisador italiano Massimo Marcone, em 2004, confirmou o que deve ter feito o estômago de muitos apreciadores da iguaria revirar.

Os preciosos grãos são mesmo processados pelo sistema gastrointestinal e depois retirados dos excrementos da civeta (Paradoxurus hermaphroditus), um mamífero parecido com um gato, que não existe em Portugal (na Indonésia, as palavras Kopi e Luwak significam, respectivamente, café e civeta). O animal come somente os frutos mais doces, maduros e avermelhados do café, que são digeridos pelo seu organismo, com excreção dos grãos, que são excretados junto com suas fezes. E é justamente essa produção limitada dos grãos (menos de 230 quilos por ano) o motivo de sua raridade, preço alto (cerca de mil dólares o quilo) e sabor inigualável, garantem os apreciadores. “Uma mistura de chocolate e suco de uva. Menos ácido e amargo do que os cafés comuns”, descreve Marcone.

Pesquisa valiosa

O pesquisador explica que à medida que o grão passa pelo sistema digestivo do animal, ele sofre um processo de modificação parecido com o utilizado pela indústria cafeeira para remover a polpa do grão de café, mas que envolve bactérias diferentes das usadas pela indústria, além das enzimas digestivas do animal. É isso que dá ao Kopi Luwak seu sabor característico inigualável. Mas este processo um tanto quanto esquisito de produzir café não representa riscos à saúde? “Os resultados dos testes que fiz em meus trabalhos mostraram que a bebida é perfeitamente segura”, garante Marcone.
Não existem registos precisos sobre a história do Kopi Luwak, mas acredita-se que sua origem data de cerca de 200 anos atrás, quando os colonizadores holandeses iniciaram plantações de café nas ilhas de Java, Sumatra e Sulawesi, onde hoje é a Indonésia.
É nessas ilhas que vivem as civetas, que começaram a se alimentar da planta. Para evitar o desperdício, os plantadores de café começaram a recolher os grãos que saíam intactos das fezes dos animais. Em algum momento alguém resolveu experimentar essa variedade aparentemente pouco apetitosa e descobriu o que hoje é considerado o café mais saboroso do mundo. E você, ficou com vontade de encarar?

Receitas para perder a fome

O Kopi Luwak não é o único alimento excretado por animais que consumimos.Veja outros exemplos:

Vómito de abelha: O mel nada mais é do que isso. O néctar é transportado para o sistema digestivo das abelhas, onde é misturado a enzimas que convertem seu açúcar em glicose e frutose. Ele se transforma em mel e é regurgitado pelas abelhas. É esse o produto final que consumimos.

Saliva de pássaro: É o ingrediente de uma sopa considerada uma iguaria na China (também conhecida como “caviar do oriente”). O pequeno pássaro constrói ninhos com sua própria saliva. Esse ninho (que literalmente vale ouro) é usado para o preparo da sopa. O prato é consumido em várias partes do mundo, inclusive nos EUA, que são o maior importador.

Fezes de cabra: É essa a origem de um tipo de óleo usado no Marrocos. O animal se alimenta de um tipo de fruta similar à oliva, que origina o óleo, depois seu caroço é colectado de suas fezes e se transforma em um óleo usado para cozinhar, como cosmético e na medicina local.

Cerveja de cuspo: A chicha é um tipo de cerveja produzido no Equador. Os grãos de milho são mastigados e cuspidos em um recipiente, onde as enzimas da saliva quebram o amido que depois será fermentado e misturado ao álcool.

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